quarta-feira, 19 de junho de 2013

Tumultos Interiores

Eu me lembro de flashes e fico tentando parar eles, vivenciar novamente, me preencher com esses momentos. Estou vazia de novo? Está acontecendo tudo de novo?
Temo que ninguém nesse mundo possa me entender. Eu queria que ao menos uma voz no meio da multidão me dissesse o que se passa, porque dentro de mim é um tumulto tão intenso que eu não consigo identificar... será que alguém de fora consegue?
Meus tumultos interiores me impedem de tanta coisa... me impedem de ser quem eu quero ser, como eu quero ser e porque eu quero ser. Me impedem de ser. Por que esses tumultos? E o mais engraçado é que tais tumultos não preenchem, esvaziam!
É uma sensação muito ruim, eu diria hiperbolicamente que é como uma experiência extra-corpórea constante (como se o corpo ficasse vazio mesmo, sem ethos.).
O que é meu ethos? Que saudade de conversar com Fabiana... queria conversar um pouco sobre a vida, sobre nada e sobre tudo e talvez conseguir decifrar meu ethos.
Acabo passando pra você o que tem por dentro: vazio, frieza, tristeza. (esses componentes insistem em me acompanhar). Me desculpa, não é intencional.
Mas tem uma coisa que acho que sei: sou feita de uma fragilidade tal, que se me soprarem, caio em pedaços. Posso não mostrar ou não querer demonstrar, mas viro um mosaico desarrumado no chão.
Eu sei que sou feita de amor também, independente de ter sido triste ou feliz, sou feita de amor. Não sei largar nas areias do tempo o que me faz bem; eu gosto de trazer comigo guardado bem forte no peito... acho que acabei de descobrir o que me fortalece.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Away

Essas desavenças todas tem me assustado, tenho começado a achar que não tem solução e tenho medo também de que a saída seja apenas uma ou pior: tenho medo que não haja saída.
Acho que preciso das minhas caminhadas noturnas ou então de sentar-me no banco da praça de noite e ter a sorte de encontrar uma pessoa tocando violão no banco do lado.
Eu lembro que fazia essas coisas de vez em quando mas agora não tenho mais tempo pra fazer isso, infelizmente...
Aproveite enquanto você tiver tempo pra ir na praça escutar o jovem tocar violão do seu lado e pense sobre sua vida, e depois que não tiver mais tempo pra apreciar os singulares do mundo ao seu redor, aproveite as oportunidades que lhe surgem pra não deixar ela (a vida) mais complicada. Não deixe pequenas coisas destruírem o que preenche seu coração.
- Não deixe.
- Não deixo.

terça-feira, 7 de maio de 2013

De presente

E assim com toda sua imperfeição perfeita, eu consigo te amar a cada dia mais. Consigo te trazer pra dentro de mim cada vez mais.
Lembro daquele dia naquela festa a quase um ano atrás, em que nos beijamos sem nem sequer saber nossos nomes (eu sabia o seu porque pelo seu teor de álcool na veia você foi capaz de dizer aleatoriamente aos quatro ventos qual era o seu nome), e hoje vejo que estamos mais junto do que... sei lá, do que qualquer coisa que permaneça constantemente junta.
É interessante lembrar que já vimos trovões, chuva, sóis, praia, filmes, lágrimas, sorrisos, suspiros, luzes, festas, beijos.
Me pergunto se, caso não tivessem acontecido as coisas que aconteceram anteriormente ao que vivemos agora, as coisas seriam tão intensas e verdadeiras. E puras também.
É muito bonito ver a distância das condutas tão putas que se arrastam por aí e tentam nos envenenar.
É muito mais interessante saber que parte de você já foi parte dessas condutas, que parte de mim já foi parte dessas condutas e que partes de nós já foram parte da pior parte dessas condutas. Ou não.
Existem pessoas e pessoas, situações e situações, amores e Amores. Amores. Grandes amores acompanhados de fastfood no final de semana e até mesmo no nascer do dia; com vitamina de banana com chocolate na noite fria, com macarrão e sardinhas como única alternativa e o resultado sendo acima de bom.
Existe, é claro, um medo de que suas promessas tenham prazo de validade ou que outras pessoas tenham sido ouvintes e crentes dessas promessas. Mas eu tenho aprendido a afogar esse medo nas águas que aprendi a deixar rolarem longe de mim.
Tenho aprendido a gostar de Percy Jackson também, e de juntar meus gostos de velho com os seus. Tenho aprendido a gostar dessa coisa de tudo virar uma coisa só. Principalmente as coisas de velho.
Obrigada por ter me dado você de presente.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Fé Solúvel



Enquanto estiver lendo, OU MELHOR, ANTES de ler, coloque >>>isto<<< (clique para abrir em outra aba) para tocar.
Colocou?
Pronto. Agora pode ler.
♠♠♠♣♠♠♠

E eu me lembrei de quando estive em frente ao mar contemplando o infinito e achei que estava em paz... foram poucos minutos. E depois me lembro de momentos compartilhados e me sinto feliz, feliz por lembrar que estive feliz em alguns momentos.

Mas acontece que eu não sei o que acontece quando a noite vem, quando o frio vem, quando o medo vem, quando o escuro vem. Mas não tem problema... nem sempre se vê lágrimas no escuro!

E eu ficava a me perguntar se estava tomando as atitudes certas e se estava no caminho certo e se viveria de dúvida sempre. É verdade que a dúvida é o preço da pureza e é inútil ter certeza?
E ficava tudo cinza, me sentia numa Sin City dos quadrinhos.
E durante alguns dias seguidos me perguntava qual era o sentido da vida e das coisas que estavam acontecendo comigo, e me lembrei que não me lembrava de em nenhum momento da vida NÃO ter feito esta pergunta. Ela era sempre feita.
Eu só quero, só desejo, desejo muito, do fundo do âmago de meu ser, que eu não precise mais perguntar essas coisas. Acho que está na hora de acabar, mas... como?

terça-feira, 5 de março de 2013

Sometimes

As vezes tudo o que você quer é um abraço, é uma garantia de que vai ficar tudo bem - mesmo que não vá ficar, mas ouvir isso melhora em níveis altos -, tudo o que você quer é um minuto de silêncio sob um colo querido, é um pouco de atenção sem pedir, as vezes o que você quer é ser escutado, é ser compreendido, concebido de paz. As vezes isso é tudo o que você quer. As vezes isso é tudo o que você precisa.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

5:21 pm

Fantasmas descansando após a confusão, sempre procurando uma brecha para voltarem a ativa, para fazerem o seu dever, para assombrarem no escuro.
Por mais que as boas energias pairem sobre esse lugar, eu sei que eles estão aqui, eu sei que eles esperam qualquer momento de fraqueza para poderem agir. Eu sei.
Agora eu estou mais forte, certas coisas não podem me abalar, tenho um escudo em forma de sentimento que é capaz de expulsar coisas ruins, tenho alguém.
Mas como dizem por aí que a essência de quem tem caráter nunca muda, a minha ainda é a mesma. Permanece imutável e eu não sei porque. É tão pouco convidativo, é tão denso e profundo, é tão afastador que até me admiro se há aproximação, se alguém bate na porta.
Enfim, me deu vontade de escrever hoje porque os fantasmas bateram na porta, e a minha essência pra eles é um banquete de castelo.
Mas dessa vez a vitória da batalha vai ser minha, vou lutar por isso, fazer minha força ser imortal, fazer eles se renderem e essa escuridão virar apenas motivo de serenidade.

Enquanto isso não acontece, ouço Placebo e escrevo um pouco, e lembro de coisas boas, e a chuva passa e então parece que estou me acalmando...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

"When It Rains"

Você mudar os planos do seu futuro por causa de um sonho que você não vê nem a cor e sentir uma pontada no coração toda vez que tem essa lembrança, é sinistro.
Você vê que a vida anda tão parada, tudo continua chato, tudo...
5 anos de blog e a essência do texto é sempre a mesma.
Só vim desabafar...

Já estamos no fim de mais um ano, e lembro exatamente do dezembro passado, onde eu estava redigindo um texto falando justamente sobre o mesmo assunto.

Tenho tanta coisa pra falar que nem consigo...