terça-feira, 5 de março de 2013
Sometimes
As vezes tudo o que você quer é um abraço, é uma garantia de que vai ficar tudo bem - mesmo que não vá ficar, mas ouvir isso melhora em níveis altos -, tudo o que você quer é um minuto de silêncio sob um colo querido, é um pouco de atenção sem pedir, as vezes o que você quer é ser escutado, é ser compreendido, concebido de paz. As vezes isso é tudo o que você quer. As vezes isso é tudo o que você precisa.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
5:21 pm
Fantasmas descansando após a confusão, sempre procurando uma brecha para voltarem a ativa, para fazerem o seu dever, para assombrarem no escuro.Por mais que as boas energias pairem sobre esse lugar, eu sei que eles estão aqui, eu sei que eles esperam qualquer momento de fraqueza para poderem agir. Eu sei.
Agora eu estou mais forte, certas coisas não podem me abalar, tenho um escudo em forma de sentimento que é capaz de expulsar coisas ruins, tenho alguém.
Mas como dizem por aí que a essência de quem tem caráter nunca muda, a minha ainda é a mesma. Permanece imutável e eu não sei porque. É tão pouco convidativo, é tão denso e profundo, é tão afastador que até me admiro se há aproximação, se alguém bate na porta.
Enfim, me deu vontade de escrever hoje porque os fantasmas bateram na porta, e a minha essência pra eles é um banquete de castelo.
Mas dessa vez a vitória da batalha vai ser minha, vou lutar por isso, fazer minha força ser imortal, fazer eles se renderem e essa escuridão virar apenas motivo de serenidade.
Enquanto isso não acontece, ouço Placebo e escrevo um pouco, e lembro de coisas boas, e a chuva passa e então parece que estou me acalmando...
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
"When It Rains"
Você mudar os planos do seu futuro por causa de um sonho que você não vê nem a cor e sentir uma pontada no coração toda vez que tem essa lembrança, é sinistro.
Você vê que a vida anda tão parada, tudo continua chato, tudo...
5 anos de blog e a essência do texto é sempre a mesma.
Só vim desabafar...
Já estamos no fim de mais um ano, e lembro exatamente do dezembro passado, onde eu estava redigindo um texto falando justamente sobre o mesmo assunto.
Tenho tanta coisa pra falar que nem consigo...
Você vê que a vida anda tão parada, tudo continua chato, tudo...
5 anos de blog e a essência do texto é sempre a mesma.
Só vim desabafar...
Já estamos no fim de mais um ano, e lembro exatamente do dezembro passado, onde eu estava redigindo um texto falando justamente sobre o mesmo assunto.
Tenho tanta coisa pra falar que nem consigo...
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Uma história de Virada
Hoje eu nem sei o que escrever aqui, sério.
Só sei que a cada dia que eu pego ônibus eu filosofo comigo mesma sobre a vida. Da próxima vez vou fazer uma postagem de dentro do ônibus, sairá supimpa.
Já que não tenho nada útil pra falar, vou tentar lembrar de alguma história legal para contar.
Vou falar sobre o meu último reveillon, já que estamos perto do desse ano...
••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••
Bom, eu não sabia o que fazer e nunca havia passado um reveillon com os amigos na Barra. Descobri um amigo que queria ir, e fomos.
Bem, fomos ao ponto de ônibus as nove horas da noite e perdemos pelo menos uns 4 ônibus devido a demora de alguém que não lembro agora.
Não passaram mais ônibus..........................
Pegamos um micro-ônibus que estava lotado parecendo o inferno comprimido.
NOTAS IMPORTANTES:::
1- havia uma criatura que eu denominei de "sacizeiro" com as pernas arreganhadas atrás de mim (eu estava em pé) demonstrando estar bastante animado para o evento - reveillon - pois iria ter uma banda chamada "A Bronkka" e que ele iria fumar todas e estava empolgado para brigar bastante. CHOREI.
2- havia outra criatura tentando sair pela janela do mísero micro-ônibus alegando que iria se matar, já estava com as pernas para fora (do meu lado) quando alguém o puxou para dentro. Ele estava do meu lado também.
VOLTANDO:::
Até aquele momento eu estava achando que nada pior poderia acontecer e me arrependi de não ter ficado em casa tomando champagne com o meu pai. Mas... não. EM UM DADO MOMENTO a porcaria do micro-ônibus parou no meio da pista e pessoas começaram a gritar repetidamente "quebrou, quebrou!"
E sim. Quebrou. Eu já estava quase chorando... e desci da porcaria do veículo.
Ficamos em um ponto de ônibus praticamente no meio da rua... não passava mais ônibus para a Barra.
Meu amigo teve a brilhante e magnífica ideia de ir falar com o dono de uma kombi que estava aos pedaços para que ele nos desse carona. Eu fiquei ~apenas~ observando. Mas ele viu meu olhar observador intenso e desistiu de ir pedir isso ao tiozão.
DE REPENTE resolvemos ir até o comércio (acho que era um sábado, as DEZ HORAS DA NOITE. O comércio não estaria funcionando. Só as almas estariam lá.). Mas pegamos um ônibus que iria para o Itaigara e fomos.
---------------------------------
Descemos no Comércio e não tinha UMA ALMA.
Fomos literalmente CORRENDO até o ponto da Ladeira da Montanha (kkk) e ficamos uma cara esperando o ônibus. Até que 3 almas (turistas) apareceram andando tranquilamente (retardados), e estavam preocupados não com o lugar e o local, mas com as roupas que usavam. Houve um comentário direcionado a mim que dizia o seguinte: "olha, o povo da capital usa short!" Tipo "¬¬"
Enfim, pegamos um ônibus cheio do caralho que ia até sabem onde? CAMPO GRANDE. Apenas.
Genteeeee, nós ainda fomos andando do Campo Grande até a Barra. Sim-ples-men-te.
Enfim...
---------------------------------
Chegando na Barra minha vida mudou.
Gente... minha vida mu-dou.
Eu vi aquele emaranhado de pessoas aparentemente sujas e escandalosas, e a rua suja demais, e uma gritaria, uma agonia, pessoas correndo, e tudo apertado, ladrão metendo a mão nas pessoas para roubar...
Eu estava tão estressada que tava tendo calafrios e apertando os olhos.
Pena que meus amigos gostam de pagode e estavam incomodados com a minha cara, que deveria estar parecendo um cu com cãimbra, e eu estava me sentindo incomodada por passar essa imagem para eles. Mas olha, 1 FATO SOBRE MIM: sou a pessoa mais expressiva que você pôde conhecer. E eu soube isso pelos outros! Logo, não posso mentir, pois minha cara revela o que eu estou pensando. Por isso as vezes nem falo nada, pois minha expressão diz por mim.
Enfim, eu estava muito chateada com a vida inteira, querendo ir pra casa, odiando tudo aquilo... provavelmente eu estava com cara de choro, porque sou bem esse tipo de retardada que chora por tudo. (sim).
---------------------------------
Chegou a hora da virada.
Meus amigos me puxaram para o meio daquele mar de gente tenebroso e... fizeram a contagem errada. Agora eu não consigo lembrar se terminaram de contar antes ou depois do tempo certo, mas teve algo bem errado...
Eu sei que, no momento da virada eu me senti um lixo. Olhei para o céu e disse em voz alta:
"esse foi o pior reveillon da minha vida."
E comecei a chorar (sim).
Choreeei, chorei, chorei de raiva, de tristeza e de um monte de coisa que a gente chora quando esse sentimentos vem à tona.
Quando eu finalmente resolvi sair daquele bolo de pessoas que estavam me irritando profundamente, olhei para uma direção qualquer e tomei um banho de cerveja na cara QUE FOI A GOTA D'ÁGUA PARA EU FICAR AMUADA ATÉ A HORA DE IR EMBORA.
Odiei a minha vida aquele dia.
AH, detalhe importante: a atração da noite foi Parangolé e eu só soube quando estava a caminho da Barra! =DDDD~~~~~~
Sim, eles continuaram tocando e os pagodeiros foram todos fazer aquela dança que vocês sabem como é, e eu ficando depressiva como se não houvesse amanhã (e eu acho que naquele momento realmente não havia).
Enfim... não aconteceu nada mais de interessante para eu narrar depois disso, porque eu fiquei encostada no ponto de onibus esperando as horas passarem para que eu pudesse voltar pra casa e dizer à minha mãe que eu estava arrependida e nunca mais iria àquele lugar, e queria dizer a todos os meus amigos que nunca fizessem isso: NUNCA FAÇAM ISSO, SÓ AVISANDO.
--------------------------------
Houveram partes boas que foi quando eu encontrei Édipo, que pensou que eu tivesse sido estuprada porque eu não atendia o celular (ficou sem rede) e Thiago. Foi lindo encontrar os meninos.
Foi bom estar com Ramon e os amigos dele e rir dos pagodeiros até o momento em que o próprio Ramon desatou a dançar pagode loucamente e eu ficar com cara de cu olhando para ele.
--------------------------------
Houveram partes aleatórias como quando o tio que vende Redbull resolveu chegar até onde eu estava, ME DAR a bandeija de Redbulls para eu SEGURAR~ , PEDIR para eu tomar conta do SACO DE REDBULLS dele e de outras coisas que deveria ter lá dentro que não me interessavam e eu ACEITAR fazer tudo isso =D
Boa ação, né gente. Algo de bom tinha de acontecer aquele dia.
Depois o pessoal foi para o Cristo ver o sol nascer. Porém o local estava todo sujo e vomitado e eu fiquei incrivelmente desconfortável e sem força para viver querendo voltar para casa como se não houvessem vírgulas nem pontuação nenhuma nessa frase que acabei de fazer demonstrando o meu desespero adquirido naquele momento.
♥ Fim ♥
Só sei que a cada dia que eu pego ônibus eu filosofo comigo mesma sobre a vida. Da próxima vez vou fazer uma postagem de dentro do ônibus, sairá supimpa.
Já que não tenho nada útil pra falar, vou tentar lembrar de alguma história legal para contar.
Vou falar sobre o meu último reveillon, já que estamos perto do desse ano...
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Bom, eu não sabia o que fazer e nunca havia passado um reveillon com os amigos na Barra. Descobri um amigo que queria ir, e fomos.
Bem, fomos ao ponto de ônibus as nove horas da noite e perdemos pelo menos uns 4 ônibus devido a demora de alguém que não lembro agora.
Não passaram mais ônibus..........................
Pegamos um micro-ônibus que estava lotado parecendo o inferno comprimido.
NOTAS IMPORTANTES:::
1- havia uma criatura que eu denominei de "sacizeiro" com as pernas arreganhadas atrás de mim (eu estava em pé) demonstrando estar bastante animado para o evento - reveillon - pois iria ter uma banda chamada "A Bronkka" e que ele iria fumar todas e estava empolgado para brigar bastante. CHOREI.
2- havia outra criatura tentando sair pela janela do mísero micro-ônibus alegando que iria se matar, já estava com as pernas para fora (do meu lado) quando alguém o puxou para dentro. Ele estava do meu lado também.
VOLTANDO:::
Até aquele momento eu estava achando que nada pior poderia acontecer e me arrependi de não ter ficado em casa tomando champagne com o meu pai. Mas... não. EM UM DADO MOMENTO a porcaria do micro-ônibus parou no meio da pista e pessoas começaram a gritar repetidamente "quebrou, quebrou!"
E sim. Quebrou. Eu já estava quase chorando... e desci da porcaria do veículo.
Ficamos em um ponto de ônibus praticamente no meio da rua... não passava mais ônibus para a Barra.
Meu amigo teve a brilhante e magnífica ideia de ir falar com o dono de uma kombi que estava aos pedaços para que ele nos desse carona. Eu fiquei ~apenas~ observando. Mas ele viu meu olhar observador intenso e desistiu de ir pedir isso ao tiozão.
DE REPENTE resolvemos ir até o comércio (acho que era um sábado, as DEZ HORAS DA NOITE. O comércio não estaria funcionando. Só as almas estariam lá.). Mas pegamos um ônibus que iria para o Itaigara e fomos.
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Descemos no Comércio e não tinha UMA ALMA.
Fomos literalmente CORRENDO até o ponto da Ladeira da Montanha (kkk) e ficamos uma cara esperando o ônibus. Até que 3 almas (turistas) apareceram andando tranquilamente (retardados), e estavam preocupados não com o lugar e o local, mas com as roupas que usavam. Houve um comentário direcionado a mim que dizia o seguinte: "olha, o povo da capital usa short!" Tipo "¬¬"
Enfim, pegamos um ônibus cheio do caralho que ia até sabem onde? CAMPO GRANDE. Apenas.
Genteeeee, nós ainda fomos andando do Campo Grande até a Barra. Sim-ples-men-te.
Enfim...
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Chegando na Barra minha vida mudou.
Gente... minha vida mu-dou.
Eu vi aquele emaranhado de pessoas aparentemente sujas e escandalosas, e a rua suja demais, e uma gritaria, uma agonia, pessoas correndo, e tudo apertado, ladrão metendo a mão nas pessoas para roubar...
Eu estava tão estressada que tava tendo calafrios e apertando os olhos.
Pena que meus amigos gostam de pagode e estavam incomodados com a minha cara, que deveria estar parecendo um cu com cãimbra, e eu estava me sentindo incomodada por passar essa imagem para eles. Mas olha, 1 FATO SOBRE MIM: sou a pessoa mais expressiva que você pôde conhecer. E eu soube isso pelos outros! Logo, não posso mentir, pois minha cara revela o que eu estou pensando. Por isso as vezes nem falo nada, pois minha expressão diz por mim.
Enfim, eu estava muito chateada com a vida inteira, querendo ir pra casa, odiando tudo aquilo... provavelmente eu estava com cara de choro, porque sou bem esse tipo de retardada que chora por tudo. (sim).
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Chegou a hora da virada.
Meus amigos me puxaram para o meio daquele mar de gente tenebroso e... fizeram a contagem errada. Agora eu não consigo lembrar se terminaram de contar antes ou depois do tempo certo, mas teve algo bem errado...
Eu sei que, no momento da virada eu me senti um lixo. Olhei para o céu e disse em voz alta:
"esse foi o pior reveillon da minha vida."
E comecei a chorar (sim).
Choreeei, chorei, chorei de raiva, de tristeza e de um monte de coisa que a gente chora quando esse sentimentos vem à tona.
Quando eu finalmente resolvi sair daquele bolo de pessoas que estavam me irritando profundamente, olhei para uma direção qualquer e tomei um banho de cerveja na cara QUE FOI A GOTA D'ÁGUA PARA EU FICAR AMUADA ATÉ A HORA DE IR EMBORA.
Odiei a minha vida aquele dia.
AH, detalhe importante: a atração da noite foi Parangolé e eu só soube quando estava a caminho da Barra! =DDDD~~~~~~
Sim, eles continuaram tocando e os pagodeiros foram todos fazer aquela dança que vocês sabem como é, e eu ficando depressiva como se não houvesse amanhã (e eu acho que naquele momento realmente não havia).
Enfim... não aconteceu nada mais de interessante para eu narrar depois disso, porque eu fiquei encostada no ponto de onibus esperando as horas passarem para que eu pudesse voltar pra casa e dizer à minha mãe que eu estava arrependida e nunca mais iria àquele lugar, e queria dizer a todos os meus amigos que nunca fizessem isso: NUNCA FAÇAM ISSO, SÓ AVISANDO.
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Houveram partes boas que foi quando eu encontrei Édipo, que pensou que eu tivesse sido estuprada porque eu não atendia o celular (ficou sem rede) e Thiago. Foi lindo encontrar os meninos.
Foi bom estar com Ramon e os amigos dele e rir dos pagodeiros até o momento em que o próprio Ramon desatou a dançar pagode loucamente e eu ficar com cara de cu olhando para ele.
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Houveram partes aleatórias como quando o tio que vende Redbull resolveu chegar até onde eu estava, ME DAR a bandeija de Redbulls para eu SEGURAR~ , PEDIR para eu tomar conta do SACO DE REDBULLS dele e de outras coisas que deveria ter lá dentro que não me interessavam e eu ACEITAR fazer tudo isso =D
Boa ação, né gente. Algo de bom tinha de acontecer aquele dia.
Depois o pessoal foi para o Cristo ver o sol nascer. Porém o local estava todo sujo e vomitado e eu fiquei incrivelmente desconfortável e sem força para viver querendo voltar para casa como se não houvessem vírgulas nem pontuação nenhuma nessa frase que acabei de fazer demonstrando o meu desespero adquirido naquele momento.
♥ Fim ♥
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Só
Tem dias que as luzes da cidade têm um brilho diferente, as pessoas estão serenas, nada pode te atingir. Tem dias que as luzes da cidade te fazem companhia, a presença das pessoas é irrelevante ou desnecessária, nada te importa.
Tem dias que você precisa apenas de você.
Você, as luzes da cidade, um artifício para acalmar e uma pessoa qualquer tocando violão no banco da praça.
E assim a vida segue, a música toca, o vento trás e leva pensamentos e então chega a hora de ir embora...
Respira. Respira fundo e encara o que vier.
Tem dias que você precisa apenas de você.
Você, as luzes da cidade, um artifício para acalmar e uma pessoa qualquer tocando violão no banco da praça.
E assim a vida segue, a música toca, o vento trás e leva pensamentos e então chega a hora de ir embora...
Respira. Respira fundo e encara o que vier.
A rotina nos massacra.
sábado, 6 de outubro de 2012
Memorandos
Uma vez eu estava voltando de um ensaio na casa de um amigo. Era meio tarde da noite e estávamos eu e outro amigo, ele com o violão dele. Quando estávamos chegando perto da minha casa passamos por uma praça, onde ele sacou o violão e começou a tocar Ignorance do Paramore e eu comecei a cantar. E de repente eu estava cantando bem alto e ele tocando bem alto... os mendigos pararam para olhar aquele ato insano. E aí começamos a agir como se estivéssemos em um show... e ele apoiou o pé em uma lixeira fingindo ser uma caixa de som e fez o solinho. Eu ri daquilo e não consegui terminar de cantar a música. Ele continuou o caminho tocando violão baixinho até me deixar em casa e seguir o caminho dele.
•••
Ontem eu estava em uma praça, e um menino pequeno, um pivetinho, digamos assim, chegou até mim me oferecendo bala. Bom, eu peguei uma das balas e aí ele se empolgou e disse que poderia fazer mágica com elas. Aí eu pedi que ele me mostrasse. E ele começou a me ensinar vários truques óbvios, mas eu me fiz impressionada. E o melhor de tudo é que eu estava! E depois que eu estava indo embora, ele reapareceu e me falou "tia, posso te mostrar uma última mágica?". Eu falei: claro que sim. E ele me disse "se abaixe pra eu mostrar." E eu me abaixei. Ele deveria ter a altura que chegava a minha cintura ou menos. Então, me abaixei e ele me mostrou o último truque. Fiquei alegrinha com aquilo... depois ele saiu de perto de mim e deu meio que um tapa na genitália de um menino que estava ao meu lado, da minha idade mais ou menos. O pivetinho saiu correndo e rindo bem alto...
•••
Outro dia eu estava em outro lugar e estava acontecendo uma feirinha artesanal e me aproximei para ver uma das barracas, que tinha fotos parecidas com mandalas e coisa e tal, e a pessoa que tomava conta estava tocando uma flauta. E eu fiquei parada ali olhando... até que ele veio até mim e começou a me falar sobre o trabalho, sobre as mandalas, sobre a música e sobre uma viagem que fez aos sertões.
•••
Outro distante dia, nesse mesmo lugar, conheci uns gringos. Dois irmãos londrinos, um cara californiano e uma moça alemã. Bom, eu ensinei o que era arrocha (na teoria) para um dos londrinos, porque ele gostou da música que estava vindo de um táxi próximo. Deixei explícito que não faz parte do meu gosto também... ensinei ele a falar "e aí, beleza mano?"; ganhei um colar do Texas com pedras africanas também, mas esse foi presente do californiano, que me disse que agora tenho uma casa em San Francisco. E aprendi que vinho em inglês é "wine" porque a moça da Alemanha me falou e também me disse que agora tenho uma casa em Frankfurt para passar as férias. Depois fomos embora, eu e as pessoas que estávamos no local. Demos carona aos gringos e depois... foi depois.
•••
Outra vez, era madrugada e eu estava na rua com uns amigos. Atrás de uns planos. Começou a chover muito forte e fomos nos abrigar no primeiro bar que apareceu. E então eu comecei a socializar com o senhor dono do bar, porque percebi que ele tinha o sotaque espanhol exatamente igual ao do meu avô, sendo que eu iniciei a conversa perguntando se o senhor era espanhol. No fim das contas, eu descobri que ele é primo do meu avô e que veio pra cá no mesmo navio que ele. Depois de muito conversar, os outros amigos chegaram e fomos embora para a casa de uma amiga que mora perto. Só que chovia muito... mas como era perto, pensamos que se fôssemos correndo daria tempo. Mas apareceu uma kombi do nada, e o velhinho disse para tomarmos carona com a kombi. Entramos todos na kombi, e a tarefa de fechar a porta ficou comigo, o que foi um desastre, porque eu não sabia. Mas no fim das contas andamos uns 2 ou 3 quarteirões de kombi e descemos na esquina da rua da minha amiga... e saímos correndo pela chuva para chegar rápido até a casa dela, sem se molhar, e pra dar tempo de aproveitar o resto de noite que tínhamos.
•••
Sem falar que na minha ida ao sertão, um sertanejo me perguntou como era a sensação de ter a cara toda furada de brincos. (piercings)
•••
Ontem eu estava em uma praça, e um menino pequeno, um pivetinho, digamos assim, chegou até mim me oferecendo bala. Bom, eu peguei uma das balas e aí ele se empolgou e disse que poderia fazer mágica com elas. Aí eu pedi que ele me mostrasse. E ele começou a me ensinar vários truques óbvios, mas eu me fiz impressionada. E o melhor de tudo é que eu estava! E depois que eu estava indo embora, ele reapareceu e me falou "tia, posso te mostrar uma última mágica?". Eu falei: claro que sim. E ele me disse "se abaixe pra eu mostrar." E eu me abaixei. Ele deveria ter a altura que chegava a minha cintura ou menos. Então, me abaixei e ele me mostrou o último truque. Fiquei alegrinha com aquilo... depois ele saiu de perto de mim e deu meio que um tapa na genitália de um menino que estava ao meu lado, da minha idade mais ou menos. O pivetinho saiu correndo e rindo bem alto...
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Outro dia eu estava em outro lugar e estava acontecendo uma feirinha artesanal e me aproximei para ver uma das barracas, que tinha fotos parecidas com mandalas e coisa e tal, e a pessoa que tomava conta estava tocando uma flauta. E eu fiquei parada ali olhando... até que ele veio até mim e começou a me falar sobre o trabalho, sobre as mandalas, sobre a música e sobre uma viagem que fez aos sertões.
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Outro distante dia, nesse mesmo lugar, conheci uns gringos. Dois irmãos londrinos, um cara californiano e uma moça alemã. Bom, eu ensinei o que era arrocha (na teoria) para um dos londrinos, porque ele gostou da música que estava vindo de um táxi próximo. Deixei explícito que não faz parte do meu gosto também... ensinei ele a falar "e aí, beleza mano?"; ganhei um colar do Texas com pedras africanas também, mas esse foi presente do californiano, que me disse que agora tenho uma casa em San Francisco. E aprendi que vinho em inglês é "wine" porque a moça da Alemanha me falou e também me disse que agora tenho uma casa em Frankfurt para passar as férias. Depois fomos embora, eu e as pessoas que estávamos no local. Demos carona aos gringos e depois... foi depois.
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Outra vez, era madrugada e eu estava na rua com uns amigos. Atrás de uns planos. Começou a chover muito forte e fomos nos abrigar no primeiro bar que apareceu. E então eu comecei a socializar com o senhor dono do bar, porque percebi que ele tinha o sotaque espanhol exatamente igual ao do meu avô, sendo que eu iniciei a conversa perguntando se o senhor era espanhol. No fim das contas, eu descobri que ele é primo do meu avô e que veio pra cá no mesmo navio que ele. Depois de muito conversar, os outros amigos chegaram e fomos embora para a casa de uma amiga que mora perto. Só que chovia muito... mas como era perto, pensamos que se fôssemos correndo daria tempo. Mas apareceu uma kombi do nada, e o velhinho disse para tomarmos carona com a kombi. Entramos todos na kombi, e a tarefa de fechar a porta ficou comigo, o que foi um desastre, porque eu não sabia. Mas no fim das contas andamos uns 2 ou 3 quarteirões de kombi e descemos na esquina da rua da minha amiga... e saímos correndo pela chuva para chegar rápido até a casa dela, sem se molhar, e pra dar tempo de aproveitar o resto de noite que tínhamos.
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Sem falar que na minha ida ao sertão, um sertanejo me perguntou como era a sensação de ter a cara toda furada de brincos. (piercings)
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Jazz on Mars
Um fim de tarde com jazz e literatura era tudo o que eu precisava.
É, a solidão tem seus doces, apesar do sólido amargo. Sozinhos viemos ao mundo, e caminhamos, e vivemos e inventamos. Até que encontramos alguém e refazemos nossos caminhos, revivemos, reinventamos. É, as boas companhias são compostas de doces, porém os amargos sempre aparecem para nos saudar...
É, um jazz ao vivo e um bom livro era tudo o que eu precisava aquela tarde: doces companhias sem nem uma pitada sequer de amargo.
É, um jazz ao vivo e um bom livro era tudo o que eu precisava aquela tarde: doces companhias sem nem uma pitada sequer de amargo.
É... um café, por favor?
•••
(justificando o título: "jazz on MARS", "Mars". Eu estava tão em outro mundo naquele momento que me considerei fora deste. Dizer que eu estava em Marte é o mesmo que dizer que eu estava em outro mundo, né não?)

Minha cara de explicação.
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