sábado, 6 de outubro de 2012

Memorandos

Uma vez eu estava voltando de um ensaio na casa de um amigo. Era meio tarde da noite e estávamos eu e outro amigo, ele com o violão dele. Quando estávamos chegando perto da minha casa passamos por uma praça, onde ele sacou o violão e começou a tocar Ignorance do Paramore e eu comecei a cantar. E de repente eu estava cantando bem alto e ele tocando bem alto... os mendigos pararam para olhar aquele ato insano. E aí começamos a agir como se estivéssemos em um show... e ele apoiou o pé em uma lixeira fingindo ser uma caixa de som e fez o solinho. Eu ri daquilo e não consegui terminar de cantar a música. Ele continuou o caminho tocando violão baixinho até me deixar em casa e seguir o caminho dele.
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Ontem eu estava em uma praça, e um menino pequeno, um pivetinho, digamos assim, chegou até mim me oferecendo bala. Bom, eu peguei uma das balas e aí ele se empolgou e disse que poderia fazer mágica com elas. Aí eu pedi que ele me mostrasse. E ele começou a me ensinar vários truques óbvios, mas eu me fiz impressionada. E o melhor de tudo é que eu estava! E depois que eu estava indo embora, ele reapareceu e me falou "tia, posso te mostrar uma última mágica?". Eu falei: claro que sim. E ele me disse "se abaixe pra eu mostrar." E eu me abaixei. Ele deveria ter a altura que chegava a minha cintura ou menos. Então, me abaixei e ele me mostrou o último truque. Fiquei alegrinha com aquilo... depois ele saiu de perto de mim e deu meio que um tapa na genitália de um menino que estava ao meu lado, da minha idade mais ou menos. O pivetinho saiu correndo e rindo bem alto...
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Outro dia eu estava em outro lugar e estava acontecendo uma feirinha artesanal e me aproximei para ver  uma das barracas, que tinha fotos parecidas com mandalas e coisa e tal, e a pessoa que tomava conta estava tocando uma flauta. E eu fiquei parada ali olhando... até que ele veio até mim e começou a me falar sobre o trabalho, sobre as mandalas, sobre a música e sobre uma viagem que fez aos sertões.
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Outro distante dia, nesse mesmo lugar, conheci uns gringos. Dois irmãos londrinos, um cara californiano e uma moça alemã. Bom, eu ensinei o que era arrocha (na teoria) para um dos londrinos, porque ele gostou da música que estava vindo de um táxi próximo. Deixei explícito que não faz parte do meu gosto também... ensinei ele a falar "e aí, beleza mano?"; ganhei um colar do Texas com pedras africanas também, mas esse foi presente do californiano, que me disse que agora tenho uma casa em San Francisco. E aprendi que vinho em inglês é "wine" porque a moça da Alemanha me falou e também me disse que agora tenho uma casa em Frankfurt para passar as férias. Depois fomos embora, eu e as pessoas que estávamos no local. Demos carona aos gringos e depois... foi depois.
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Outra vez, era madrugada e eu estava na rua com uns amigos. Atrás de uns planos. Começou a chover muito forte e fomos nos abrigar no primeiro bar que apareceu. E então eu comecei a socializar com o senhor dono do bar, porque percebi que ele tinha o sotaque espanhol exatamente igual ao do meu avô, sendo que eu iniciei a conversa perguntando se o senhor era espanhol. No fim das contas, eu descobri que ele é primo do meu avô e que veio pra cá no mesmo navio que ele. Depois de muito conversar, os outros amigos chegaram e fomos embora para a casa de uma amiga que mora perto. Só que chovia muito... mas como era perto, pensamos que se fôssemos correndo daria tempo. Mas apareceu uma kombi do nada, e o velhinho disse para tomarmos carona com a kombi. Entramos todos na kombi, e a tarefa de fechar a porta ficou comigo, o que foi um desastre, porque eu não sabia. Mas no fim das contas andamos uns 2 ou 3 quarteirões de kombi e descemos na esquina da rua da minha amiga... e saímos correndo pela chuva para chegar rápido até a casa dela, sem se molhar, e pra dar tempo de aproveitar o resto de noite que tínhamos.
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Sem falar que na minha ida ao sertão, um sertanejo me perguntou como era a sensação de ter a cara toda furada de brincos. (piercings)

2 comentários:

Adriele Vieira disse...

Muito bom! Me diverti com suas histórias haha *-*

Natalie disse...

Valeu, Drika *-*