Uma vez eu estava voltando de um ensaio na casa de um amigo. Era meio tarde da noite e estávamos eu e outro amigo, ele com o violão dele. Quando estávamos chegando perto da minha casa passamos por uma praça, onde ele sacou o violão e começou a tocar Ignorance do Paramore e eu comecei a cantar. E de repente eu estava cantando bem alto e ele tocando bem alto... os mendigos pararam para olhar aquele ato insano. E aí começamos a agir como se estivéssemos em um show... e ele apoiou o pé em uma lixeira fingindo ser uma caixa de som e fez o solinho. Eu ri daquilo e não consegui terminar de cantar a música. Ele continuou o caminho tocando violão baixinho até me deixar em casa e seguir o caminho dele.
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Ontem eu estava em uma praça, e um menino pequeno, um pivetinho, digamos assim, chegou até mim me oferecendo bala. Bom, eu peguei uma das balas e aí ele se empolgou e disse que poderia fazer mágica com elas. Aí eu pedi que ele me mostrasse. E ele começou a me ensinar vários truques óbvios, mas eu me fiz impressionada. E o melhor de tudo é que eu estava! E depois que eu estava indo embora, ele reapareceu e me falou "tia, posso te mostrar uma última mágica?". Eu falei: claro que sim. E ele me disse "se abaixe pra eu mostrar." E eu me abaixei. Ele deveria ter a altura que chegava a minha cintura ou menos. Então, me abaixei e ele me mostrou o último truque. Fiquei alegrinha com aquilo... depois ele saiu de perto de mim e deu meio que um tapa na genitália de um menino que estava ao meu lado, da minha idade mais ou menos. O pivetinho saiu correndo e rindo bem alto...
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Outro dia eu estava em outro lugar e estava acontecendo uma feirinha artesanal e me aproximei para ver uma das barracas, que tinha fotos parecidas com mandalas e coisa e tal, e a pessoa que tomava conta estava tocando uma flauta. E eu fiquei parada ali olhando... até que ele veio até mim e começou a me falar sobre o trabalho, sobre as mandalas, sobre a música e sobre uma viagem que fez aos sertões.
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Outro distante dia, nesse mesmo lugar, conheci uns gringos. Dois irmãos londrinos, um cara californiano e uma moça alemã. Bom, eu ensinei o que era arrocha (na teoria) para um dos londrinos, porque ele gostou da música que estava vindo de um táxi próximo. Deixei explícito que não faz parte do meu gosto também... ensinei ele a falar "e aí, beleza mano?"; ganhei um colar do Texas com pedras africanas também, mas esse foi presente do californiano, que me disse que agora tenho uma casa em San Francisco. E aprendi que vinho em inglês é "wine" porque a moça da Alemanha me falou e também me disse que agora tenho uma casa em Frankfurt para passar as férias. Depois fomos embora, eu e as pessoas que estávamos no local. Demos carona aos gringos e depois... foi depois.
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Outra vez, era madrugada e eu estava na rua com uns amigos. Atrás de uns planos. Começou a chover muito forte e fomos nos abrigar no primeiro bar que apareceu. E então eu comecei a socializar com o senhor dono do bar, porque percebi que ele tinha o sotaque espanhol exatamente igual ao do meu avô, sendo que eu iniciei a conversa perguntando se o senhor era espanhol. No fim das contas, eu descobri que ele é primo do meu avô e que veio pra cá no mesmo navio que ele. Depois de muito conversar, os outros amigos chegaram e fomos embora para a casa de uma amiga que mora perto. Só que chovia muito... mas como era perto, pensamos que se fôssemos correndo daria tempo. Mas apareceu uma kombi do nada, e o velhinho disse para tomarmos carona com a kombi. Entramos todos na kombi, e a tarefa de fechar a porta ficou comigo, o que foi um desastre, porque eu não sabia. Mas no fim das contas andamos uns 2 ou 3 quarteirões de kombi e descemos na esquina da rua da minha amiga... e saímos correndo pela chuva para chegar rápido até a casa dela, sem se molhar, e pra dar tempo de aproveitar o resto de noite que tínhamos.
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Sem falar que na minha ida ao sertão, um sertanejo me perguntou como era a sensação de ter a cara toda furada de brincos. (piercings)
sábado, 6 de outubro de 2012
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Jazz on Mars
Um fim de tarde com jazz e literatura era tudo o que eu precisava.
É, a solidão tem seus doces, apesar do sólido amargo. Sozinhos viemos ao mundo, e caminhamos, e vivemos e inventamos. Até que encontramos alguém e refazemos nossos caminhos, revivemos, reinventamos. É, as boas companhias são compostas de doces, porém os amargos sempre aparecem para nos saudar...
É, um jazz ao vivo e um bom livro era tudo o que eu precisava aquela tarde: doces companhias sem nem uma pitada sequer de amargo.
É, um jazz ao vivo e um bom livro era tudo o que eu precisava aquela tarde: doces companhias sem nem uma pitada sequer de amargo.
É... um café, por favor?
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(justificando o título: "jazz on MARS", "Mars". Eu estava tão em outro mundo naquele momento que me considerei fora deste. Dizer que eu estava em Marte é o mesmo que dizer que eu estava em outro mundo, né não?)

Minha cara de explicação.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Pela janela do meu quarto
Chuva e luz laranja de fim do dia, melancolia, blues. Tudo de novo.O passageiro sombrio nunca se vai, vale lembrar que ele também nunca foi convidado. Ele simplesmente... está.
Fuga, anseio de calmaria, anseio de fuga, vontade de café, vontade de fugir, vontade do que "não pode". Algo que puxa, que suga a energia pra si e te deixa sem nada (de bom).
Me livrar de sentimentos que são reflexo de coisas passadas é o que mais quero, porque acredito que é assim que vou encontrar paz.
Na verdade, é a única explicação que tenho pra falta de paz...
A gente fala tanto, tanto... mas no fim das contas não sabe explicar nada. Porque a gente não sabe nada.
...
Quando o vento bate forte dá pra ouvir o som dos restos de bandeirolas que se encontram no alto da rua, e quando chove não dá pra saber se é só o barulho da chuva ou se é das bandeirolas, ou da chuva e das bandeirolas.
Essa é realmente a janela do meu quarto, se é válido ressaltar.
Eu tirei a foto as 17:06 desta tarde...
...
Essa é realmente a janela do meu quarto, se é válido ressaltar.
Eu tirei a foto as 17:06 desta tarde...
...
Uma vez me disseram que não entendem exatamente o que escrevo.
Bom, as coisas que eu escrevo vem de dentro, são mais pra serem sentidas do que lidas...
Quem se identifica entende, quem me conhece também entende.
Achei cabível explicar minhas palavras pelo menos uma vez.
Bom, as coisas que eu escrevo vem de dentro, são mais pra serem sentidas do que lidas...
Quem se identifica entende, quem me conhece também entende.
Achei cabível explicar minhas palavras pelo menos uma vez.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Uma Tarde Na Sacada

Naquela sacada do terceiro andar, onde eu era obrigada a encarar o lugar em que nos vimos pela primeira vez, ou melhor, pela segunda, já que nos encaramos anteriormente em meio a umas luzes aleatórias, a minha única companhia era uma colher. Uma colher branca de plástico, provinda de um sorvete qualquer, a qual eu passei a tarde inteira brincando.
Havia um guardanapo também, mas o vento levou.
As músicas que estavam me acompanhando no fone de ouvido faziam com que lágrimas e mais lágrimas saíssem dos meus olhos para conhecer o mundo, e secarem, e se esvaírem; assim como alguns amores, tristes amores.
•••
No fim das contas eu parti a colher. A deixei em pedaços, em pedacinhos... assim como estava meu coração.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Ethos -de mim
Porque você só percebe o quanto foi idiota depois que sente falta do que jogou no vento.
Uma lágrima que cai leva junto consigo um universo de sentimentos, leva muita graça, te deixa sem.
Um abraço, uma palavra, uma preocupação, uma dedicação. -outrém
Nada, nada, nada, nada. -eu
Vamos começar a andar pra frente, vamos enterrar os medos, porque acho que já foram o suficiente pra encorajar.
Vamos deixar que a gota de chuva presa na fiação do poste molhe nossas cabeças, vamos deixar que o vento bagunce o cabelo pra valer, vamos chutar o ar quando estivermos com raiva, vamos ser simples. Vamos ser cuidadosos. Vamos ter essência, vamos ser nós.
Vamos?
Uma lágrima que cai leva junto consigo um universo de sentimentos, leva muita graça, te deixa sem.
Um abraço, uma palavra, uma preocupação, uma dedicação. -outrém
Nada, nada, nada, nada. -eu
Vamos começar a andar pra frente, vamos enterrar os medos, porque acho que já foram o suficiente pra encorajar.
Vamos deixar que a gota de chuva presa na fiação do poste molhe nossas cabeças, vamos deixar que o vento bagunce o cabelo pra valer, vamos chutar o ar quando estivermos com raiva, vamos ser simples. Vamos ser cuidadosos. Vamos ter essência, vamos ser nós.
Vamos?
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Steps
Acho que as faíscas estão escondidas sob pressão nos fogos de artifício da mente em clímax, acho que a escada que leva a esse ápice está quebrada. No entanto, ainda há escada. Talvez eu tenha que (re)construir o que foi destruído. Talvez eu deva mudar de caminho, mudar de escada. Talvez eu deva terminar de quebrar a escada. Talvez o que eu devo realmente fazer é chutar o pau da barraca e construir um castelo. Ou... ou deixar que ele se construa.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Sininho
A espreita, a espera nada esperta das estrelas pequeninas, artificiais, especiais, colossais! (o importante é que brilhem);
Supernova, todos ávidos, sorriso infindável... os 3 itens estão em falta, mas o pedido já a tempo foi feito;
Tentativas fracassadas de se livrar da melancolia na noite fria sem até mesmo nostalgia;
Rimar tem sido o malfeito feito;
Só de imaginar sininhos, pianinhos e musiquinhas torna tudo tão meigo que até parece que é, mas não.
Falta tanto, sobra tanta falta...
Falta a vista do mar, a tarde de conversa jogada fora, as coisas em comum, a paz interior, a companhia pra contar quantas folhas caíram ao chão essa tarde, o sentido pra ver beleza até na gotinha de chuva.
Faltam os motivos pra que os sininhos dêem suas primeiras badaladas.
Eles estão a espera.
Mas falta o motivo.
Juro solenemente que não tenho feito nada (de bom).
Malfeitos feitos.
Supernova, todos ávidos, sorriso infindável... os 3 itens estão em falta, mas o pedido já a tempo foi feito;
Tentativas fracassadas de se livrar da melancolia na noite fria sem até mesmo nostalgia;
Rimar tem sido o malfeito feito;
Só de imaginar sininhos, pianinhos e musiquinhas torna tudo tão meigo que até parece que é, mas não.
Falta tanto, sobra tanta falta...
Falta a vista do mar, a tarde de conversa jogada fora, as coisas em comum, a paz interior, a companhia pra contar quantas folhas caíram ao chão essa tarde, o sentido pra ver beleza até na gotinha de chuva.
Faltam os motivos pra que os sininhos dêem suas primeiras badaladas.
Eles estão a espera.
Mas falta o motivo.
Juro solenemente que não tenho feito nada (de bom).
Malfeitos feitos.
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