segunda-feira, 23 de julho de 2012

Uma Tarde Na Sacada


Naquela sacada do terceiro andar, onde eu era obrigada a encarar o lugar em que nos vimos pela primeira vez, ou melhor, pela segunda, já que nos encaramos anteriormente em meio a umas luzes aleatórias, a minha única companhia era uma colher. Uma colher branca de plástico, provinda de um sorvete qualquer, a qual eu passei a tarde inteira brincando.
Havia um guardanapo também, mas o vento levou.
As músicas que estavam me acompanhando no fone de ouvido faziam com que lágrimas e mais lágrimas saíssem dos meus olhos para conhecer o mundo, e secarem, e se esvaírem; assim como alguns amores, tristes amores.

•••

No fim das contas eu parti a colher. A deixei em pedaços, em pedacinhos... assim como estava meu coração.

3 comentários:

Guto disse...

A colher não tem culpa de nada.
coitada :/

Natalie disse...

Tem não... nem eu sei que culpa eu tenho. haha

Lara Mello disse...

Pior que sempre não sabemos de quem é a culpa, mas sempre terminamos assim: De coração partido =/