...
E foi dirigindo condomínio a dentro. Estava tudo muito quieto, o que era normal, pois aqueles vizinhos vermes nunca faziam nada de agitado ou feliz, nada. Por isso, nem ligou e seguiu a frente... Foi chegando no estacionamento do último prédio, desacelerou lentamente, sentiu um arrepio na nuca. Se sacodiu de repente para expulsar o arrepio do corpo. Colocou o carro na devida vaga, hesitou durante segundos, mas saiu do carro. Fechou a porta do carro sem barulho. Mas não adiantou, pois ouviu algo estranho, um barulho de pés esmagando algo... Começou a andar e sentiu que quanto mais andava, mais o barulho se repetia e aumentava. Olhou para o chão.
Ficou paralisada.
Havia um enorme rastro de sangue saindo da direção do seu carro até o elevador; sangue e vidro, muito vidro. Começou a tremer. Suas teorias estavam a meio caminho de se tornarem verdadeiras: estavam indo de encontro a ela, quem quiser que estivesse fazendo toda essa cena.
Foi até o elevador, cambaleando. Entrou e, novamente, tudo sujo de sangue. Encolheu-se na parede de ferro do elevador, no canto. Acionou o 11º andar.
Mas achou algo estranho: o botão não estava sujo de sangue ou coisa parecida... Estava tudo limpo no painel dos botões...
Segundos depois ouviu o apitinho avisando que ela havia chegado no andar desejado.
Havia o rastro de sangue, até o fim do corredor. Começou a chorar. E foi correndo para a porta de casa... girou o trinco e... estava trancada. Gelou. Ela havia deixado a porta aberta quando saiu mais cedo. Virou-se para o lado para abrir a bolsa. Esquecera a bolsa no carro. Saiu em disparada para o elevador e refez todo o percursso, até o carro.
Abriu o carro, pegou a bolsa, checou as chaves e estava tudo lá. Foi para o elevador em ritmo quase flash, mas deparou-se com ele subindo: alguém no 7º andar havia chamado.
Partiu para o elevador de serviço; quando viu, estava cheio de lixo, uma montanha quase assustadora e fedorenta de lixo orgânico. Virou-se, tremendo de medo e raiva. Só lhe restava uma única alternativa: As escadas.
Olhou para trás, pois, o hall do playground era quadrado, tendo as duas portas de elevador numa parede e, em frente a ela, uma porta: a que dava acesso as escadas. Ao lado dela havia um extintor de incêndio... pensou em levá-lo, mas caiu a ficha de que não conseguiria carregar aquilo subindo onze níveis de escada.
Atravessou a pesada porta de ferro que dava acesso as escadas. Assim que entrou, ela bateu. Muito forte. Fez os seus cabelos esvoassarem. Ela pestanejou diante daquilo, o que deu mais motivos para ela querer quase voar até o décimo primeiro andar.
Estava no segundo andar, quando um casal entrou, aos beijos e se enconstou na parede, empatando a passagem. Ela pediu licença. Eles pareceram ignorar.
"SAI DA FRENTE!"
E passou entre os dois, separando-os e correndo nível acima.
Estava no quarto andar, altamente ofegante... pensou em pegar o elevador a partir dali.
Cada andar tinha uma luz automática, que acendia a qualquer movimento que ela detectasse. Ela colocou a cabeça, um pouco para o lado, para poder visualizar a área do quarto andar. O corredor estava em total penumbra. Ofegou. Não havia ninguém ali.
Mas milésimos de segundos, olhou novamente para o mesmo lugar e vira algo como um homem de cabelos brancos e com roupa de médico, olhando para ela com um olhar demoníaco. Mas desapareceu no além. Foi algo como um vulto nítido.
Pensou que ia morrer de palpitação no coração. Agora estava chorando alto.
Saiu desesperadamente escada acima, tremendo, quase sem conseguir subir os degraus direito.
Chegou no oitavo andar quase sem respirar, e resolveu, sem nem querer saber, pegar o elevador dali. Tendo ou não velho de jaleco de médico.
Caminhou firme em direção a porta, abriu com força, fazendo ela bater na parede e gerar um barulho muito alto de ferro.
Quando entrou no hall do oitavo andar, não acreditou no que viu.
Se sentiu a pior das criaturas na Terra.
E queria saber, mesmo estando vendo algo completamente diferente do que esparava, quem tivera sido o palhaço grande idealizador dessa ideia.
____________________________________________________
Continua...
____________________________________________________
Essa é a penúltima parte.
Depois desse cap., vem o final.
Obrigada a quem está acompanhando, de coração :)
beijos pros jovens!
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
Décimo Primeiro Andar - Parte II
...
O carro a frente acelerou com tal veemência, que cantou pneu. Ela estremeceu. E riu! Novamente, mais uma pegadinha desta noite... E então ela ligou o carro, liberou o freio de mão, engatou a primeira e lá se foi para fora do estacionamento.
Desceu a Rua Augusta, e estava o maior fuzuê: teve jogo do Palmeiras contra o São Paulo, e o Palmeiras ganhou. Paula era Palmeiras, mas estava sem pique para papo de futebol... então subiu a rua novamente e foi dar uma volta pela Paulista, até que resolveu olhar se o shopping estava aberto.
E não é que estava? Ela foi, comeu um lanche natural, não conseguiu fazer compras porque as filas estavam imensas, principalmente das lojas de departamento, e ainda por cima era sábado, para piorar tudo. As amigas tinham viajado na excursão da empresa, para o Nordeste: todos os estados. Mas Paula tinha que terminar o livro e ainda processar os dados dos pagamentos das empresas privadas, algo que ainda não tinha feito e entregue ao chefe. Sim, ela tinha um emprego; era funcionária pública do estado, trabalhava em uma das secretarias do centro adnimistrativo local. E era essa a sua vida.
Resolveu voltar para casa.
...
Chegou na portaria, interfonou.
Ninguém respondeu.
Interfonou novamente, e novamente e mais uma vez; até que cansou e esperou um pouco, porque o porteiro podia muito bem ter ido lá dentro e ter ouvido a campainha... deveria estar a caminho.
Mas nada de abrir o portão.
"Nossa, será que o Everaldo tá cochilando? Não é possível. Dormir em trabalho! Toda vez o Everaldo faz isso agora!"
E abriu a porta do carro com violência, saiu pisando forte no chão já para dizer uns desaforos ao porteiro, quando, checando a guarita pela pequena janela de vidro, pôde ver que ela estava vazia. As câmeras ligadas normalmente, tudo no lugar: menos o porteiro.
Gelou. Como iria entrar em casa agora? E o porteiro, será que sequestraram ele?
Foi então que ela pulou a guarita janela a dentro e apertou o botão que abria o portão que dava acesso ao condomínio. Estava saindo quando, deu meia volta para verificar um detalhe que lhe chamou atenção.
Tinha cacos de vidro e respingos de sangue no chão.
Então começou a encaixar as coisas. Ela não lembrou de ter precisado quebrar janela alguma para ter acesso a guarita: Ela estava sem os vidros. Logo, alguém teve essa ideia de invasão antes dela. Alguém quebrara o vidro e entrara na guarita, e tinha feito algo muito estranho e/ou ruim, porque o Sr. Everaldo não estava mais no seu posto, como de costume...
Então teve a mirabolante ideia: voltar o filme de segurança do dia, para ver o que tinha acontecido!
Ficou estarrecida.
Há exatamente três horas atrás, no momento em que ela havia deixado o condomínio, tinha um carro parado na entrada do mesmo. Ela se viu dentro do próprio carro, passando e indo pista adiante, porém o carro misterioso, continuou parado. Ela pausou. Olhou a placa.
Arregalou os olhos diante do que viu: era o mesmo carro que havia acendido os faróis e acelerado estranha e subitamente mais cedo! Ele veio em direção a guarita, uma pessoa saiu do carro.
Demorou trinta minutos sem nada acontecer... até que a mesma pessoa voltou, estrou no carro, e ENTROU NO CONDOMÍNIO!
O que fazer agora?
Entrar ou chamar a polícia? Seria mesmo algum criminoso, seria algum parente do porteiro? Seria algum morador que estava dando socorro ao porteiro? Teria acontecido algo ao Everaldo, e essa pessoa foi salvá-lo ou... será que estavam tentando invadir o último prédio da última rua, no último apartamento do corredor, no décimo primeiro andar?
Engoliu em seco.
Caminhou em direção ao carro, acelerou adiante.
Começou a fazer suas teorias. Estava certa de que algo não muito bom estava para abalar a tão tranquila vida que tinha conseguido manter durante algum tempo.
_________________________________________________________
Continua...
O carro a frente acelerou com tal veemência, que cantou pneu. Ela estremeceu. E riu! Novamente, mais uma pegadinha desta noite... E então ela ligou o carro, liberou o freio de mão, engatou a primeira e lá se foi para fora do estacionamento.
Desceu a Rua Augusta, e estava o maior fuzuê: teve jogo do Palmeiras contra o São Paulo, e o Palmeiras ganhou. Paula era Palmeiras, mas estava sem pique para papo de futebol... então subiu a rua novamente e foi dar uma volta pela Paulista, até que resolveu olhar se o shopping estava aberto.
E não é que estava? Ela foi, comeu um lanche natural, não conseguiu fazer compras porque as filas estavam imensas, principalmente das lojas de departamento, e ainda por cima era sábado, para piorar tudo. As amigas tinham viajado na excursão da empresa, para o Nordeste: todos os estados. Mas Paula tinha que terminar o livro e ainda processar os dados dos pagamentos das empresas privadas, algo que ainda não tinha feito e entregue ao chefe. Sim, ela tinha um emprego; era funcionária pública do estado, trabalhava em uma das secretarias do centro adnimistrativo local. E era essa a sua vida.
Resolveu voltar para casa.
...
Chegou na portaria, interfonou.
Ninguém respondeu.
Interfonou novamente, e novamente e mais uma vez; até que cansou e esperou um pouco, porque o porteiro podia muito bem ter ido lá dentro e ter ouvido a campainha... deveria estar a caminho.
Mas nada de abrir o portão.
"Nossa, será que o Everaldo tá cochilando? Não é possível. Dormir em trabalho! Toda vez o Everaldo faz isso agora!"
E abriu a porta do carro com violência, saiu pisando forte no chão já para dizer uns desaforos ao porteiro, quando, checando a guarita pela pequena janela de vidro, pôde ver que ela estava vazia. As câmeras ligadas normalmente, tudo no lugar: menos o porteiro.
Gelou. Como iria entrar em casa agora? E o porteiro, será que sequestraram ele?
Foi então que ela pulou a guarita janela a dentro e apertou o botão que abria o portão que dava acesso ao condomínio. Estava saindo quando, deu meia volta para verificar um detalhe que lhe chamou atenção.
Tinha cacos de vidro e respingos de sangue no chão.
Então começou a encaixar as coisas. Ela não lembrou de ter precisado quebrar janela alguma para ter acesso a guarita: Ela estava sem os vidros. Logo, alguém teve essa ideia de invasão antes dela. Alguém quebrara o vidro e entrara na guarita, e tinha feito algo muito estranho e/ou ruim, porque o Sr. Everaldo não estava mais no seu posto, como de costume...
Então teve a mirabolante ideia: voltar o filme de segurança do dia, para ver o que tinha acontecido!
Ficou estarrecida.
Há exatamente três horas atrás, no momento em que ela havia deixado o condomínio, tinha um carro parado na entrada do mesmo. Ela se viu dentro do próprio carro, passando e indo pista adiante, porém o carro misterioso, continuou parado. Ela pausou. Olhou a placa.
Arregalou os olhos diante do que viu: era o mesmo carro que havia acendido os faróis e acelerado estranha e subitamente mais cedo! Ele veio em direção a guarita, uma pessoa saiu do carro.
Demorou trinta minutos sem nada acontecer... até que a mesma pessoa voltou, estrou no carro, e ENTROU NO CONDOMÍNIO!
O que fazer agora?
Entrar ou chamar a polícia? Seria mesmo algum criminoso, seria algum parente do porteiro? Seria algum morador que estava dando socorro ao porteiro? Teria acontecido algo ao Everaldo, e essa pessoa foi salvá-lo ou... será que estavam tentando invadir o último prédio da última rua, no último apartamento do corredor, no décimo primeiro andar?
Engoliu em seco.
Caminhou em direção ao carro, acelerou adiante.
Começou a fazer suas teorias. Estava certa de que algo não muito bom estava para abalar a tão tranquila vida que tinha conseguido manter durante algum tempo.
_________________________________________________________
Continua...
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Décimo Primeiro Andar
Acordou, ligou o notebook e foi preparar um café.
Encheu a enorme caneca com café, colocou a caneca ao lado do notebook, na mesa, e começou a trabalhar. Era a sua primeira experiência como escritora, a primeira obra da sua vida... e ela retrataria só Deus sabe lá o quê.
Cidade de São Paulo, entre o lindo jogo de luzes dos arranha-céus e dos faróis dos carros e dos neons dos cyber café e de outros estabelecimentos. Era noite. Ela trocava o dia pela noite, e estava achando muito interessante essa vida, porque ficava durante o dia dormindo, e quando começava a noite, acordava e começava a escrever. A mesa do notebook ficava virada para a enorme sacada revestida de vidro, onde tinha-se uma visão quase nova iorquina da cidade de São Paulo. Isso era inspirador.
Morava num prédio muito alto, de ótima localização, onde, igualmente, o perigo era grande também. Residia no último andar: o décimo primeiro. O apartamento era o último do corredor, e o prédio ficava na última rua do último condomínio do bairro.
Paula Latiffa. Esse era o nome dela. Utilizava de um pseudônimo: Samira Zahad.
Era filha de árabes, e admirava a cultura oriental, principalmente a do país descendente: o Egito.
A casa era decorada baseada nesses gostos; cheia de tapetes, e lenços e insensos e mensageiros do vento, como também quadros e etc. Tinha o cabelo castanho, mas não gostava. Queria que fosse preto, igual as iranianas. Era normal: magra, alta e meio bronzeada. (era morena a cor verdadeira, mas a falta de oportunidade de ir a praia somada a falta de sol de SP, não ajudavam ela a manter a cor original); o cabelo escorria-lhe pelas costas. Era bonito.
...Acabou o quinto capítulo do livro que estava fazendo. Resolveu sair. Tomou banho, se maquiou e arrumou, se perfumou, pegou a bolsa, fechou o notebook e colocou a caneca na pia e saiu.
Bateu a porta.
Mas, de repente veio um estalo: esqueceu as chaves lá dentro.
Mas tinha as reservas dentro da bolsa, sentiu um alívio e abriu a porta.
Quando entrou, a primeira coisa que olhou foi o que estava reluzindo na mesa de vidro: as chaves. Mais uma vez, ficou aliviada. Pegou as chaves e saiu.
Não trancou a porta, pois, dentro de um condomínio, na última rua, o último prédio e o último apartamento do último corredor do último andar, parecia-lhe meio perturbadora e cansativa a ideia de um suposto ladrão invadir a sua casa. Saiu despreocupada, não passou a tranca, pois tinha o porteiro. Estava tranquila.
Desceu até o estacionamento e foi em direção ao carro. Estava tudo muito deserto lá embaixo e as luzes do estacionamento falhavam de vez em quando; ficavam piscando, e isso era meio assustador... mas nada preocupante.
Seguiu até o local de sua vaga, numa esquina do estacionamento.
Quando encostou no carro, sentiu que passou alguém atrás dela. Olhou. Nada viu. O coração começou a bater um pouco mais forte do que antes... Mas ela firmou-se; continuou a olhar em volta do amplo local e nada viu, além da sombra de si própria que se projetava a sua frente, pois estava embaixo da luz.
Ficou hesitante em voltar ao apartamento e trancá-lo, mas, pensou novamente em todo o trabalho que o suposto criminoso teria e resolveu seguir adiante assim mesmo, porque ela, se fosse alguma ladra, mediria sim, óbvio, todos os esforços se fosse invadir um apartamento tenebroso situado nas últimas localizações de um certo lugar.
Ligou o carro. Faróis do outro lado do estacionamento se acederam na mesma hora.
Ela esperou o carro sair. Mas nada. E não dava pra ver quem estava dirigindo.
Ela pensou: Quer me desafiar? Então vamos lá.
E ficou parada, esperando pra ver o que iria acontecer.
__________________________________________________
Continua...
__________________________________________________
Comecei essa cronica hoje!
Mas estou pensando em transformá-la numa história.
Vou deixar aqui. Se repercutir, continuo. Se não, eu páro.
Se alguém quiser que eu continue, é só avisar. Certo?
Até Mais :)
Encheu a enorme caneca com café, colocou a caneca ao lado do notebook, na mesa, e começou a trabalhar. Era a sua primeira experiência como escritora, a primeira obra da sua vida... e ela retrataria só Deus sabe lá o quê.
Cidade de São Paulo, entre o lindo jogo de luzes dos arranha-céus e dos faróis dos carros e dos neons dos cyber café e de outros estabelecimentos. Era noite. Ela trocava o dia pela noite, e estava achando muito interessante essa vida, porque ficava durante o dia dormindo, e quando começava a noite, acordava e começava a escrever. A mesa do notebook ficava virada para a enorme sacada revestida de vidro, onde tinha-se uma visão quase nova iorquina da cidade de São Paulo. Isso era inspirador.
Morava num prédio muito alto, de ótima localização, onde, igualmente, o perigo era grande também. Residia no último andar: o décimo primeiro. O apartamento era o último do corredor, e o prédio ficava na última rua do último condomínio do bairro.
Paula Latiffa. Esse era o nome dela. Utilizava de um pseudônimo: Samira Zahad.
Era filha de árabes, e admirava a cultura oriental, principalmente a do país descendente: o Egito.
A casa era decorada baseada nesses gostos; cheia de tapetes, e lenços e insensos e mensageiros do vento, como também quadros e etc. Tinha o cabelo castanho, mas não gostava. Queria que fosse preto, igual as iranianas. Era normal: magra, alta e meio bronzeada. (era morena a cor verdadeira, mas a falta de oportunidade de ir a praia somada a falta de sol de SP, não ajudavam ela a manter a cor original); o cabelo escorria-lhe pelas costas. Era bonito.
...Acabou o quinto capítulo do livro que estava fazendo. Resolveu sair. Tomou banho, se maquiou e arrumou, se perfumou, pegou a bolsa, fechou o notebook e colocou a caneca na pia e saiu.
Bateu a porta.
Mas, de repente veio um estalo: esqueceu as chaves lá dentro.
Mas tinha as reservas dentro da bolsa, sentiu um alívio e abriu a porta.
Quando entrou, a primeira coisa que olhou foi o que estava reluzindo na mesa de vidro: as chaves. Mais uma vez, ficou aliviada. Pegou as chaves e saiu.
Não trancou a porta, pois, dentro de um condomínio, na última rua, o último prédio e o último apartamento do último corredor do último andar, parecia-lhe meio perturbadora e cansativa a ideia de um suposto ladrão invadir a sua casa. Saiu despreocupada, não passou a tranca, pois tinha o porteiro. Estava tranquila.
Desceu até o estacionamento e foi em direção ao carro. Estava tudo muito deserto lá embaixo e as luzes do estacionamento falhavam de vez em quando; ficavam piscando, e isso era meio assustador... mas nada preocupante.
Seguiu até o local de sua vaga, numa esquina do estacionamento.
Quando encostou no carro, sentiu que passou alguém atrás dela. Olhou. Nada viu. O coração começou a bater um pouco mais forte do que antes... Mas ela firmou-se; continuou a olhar em volta do amplo local e nada viu, além da sombra de si própria que se projetava a sua frente, pois estava embaixo da luz.
Ficou hesitante em voltar ao apartamento e trancá-lo, mas, pensou novamente em todo o trabalho que o suposto criminoso teria e resolveu seguir adiante assim mesmo, porque ela, se fosse alguma ladra, mediria sim, óbvio, todos os esforços se fosse invadir um apartamento tenebroso situado nas últimas localizações de um certo lugar.
Ligou o carro. Faróis do outro lado do estacionamento se acederam na mesma hora.
Ela esperou o carro sair. Mas nada. E não dava pra ver quem estava dirigindo.
Ela pensou: Quer me desafiar? Então vamos lá.
E ficou parada, esperando pra ver o que iria acontecer.
__________________________________________________
Continua...
__________________________________________________
Comecei essa cronica hoje!
Mas estou pensando em transformá-la numa história.
Vou deixar aqui. Se repercutir, continuo. Se não, eu páro.
Se alguém quiser que eu continue, é só avisar. Certo?
Até Mais :)
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Stonehenge

E há tempos, nem os santos tem ao certo a medida da maldade... e há tempos são os jovens que adoecem... e há tempos que o encanto está ausente, e há ferrugem nos sorrisos, e só o acaso estende os braços pra quem procura abrigo e proteção...
Rentao Russo
odeio admitir mas é verdade: a nossa geração está decaindo (que ódio, já é o terceiro teclado que compro e as letras começam a apagar, que droga, comprei no dia das crianças. TUDO ERRADO.), sim, voltando; vivemos em tempos de desavenças e objetivos forjados em desejos de vingança ou super realização pessoal, sempre por cima do outro, tirando vantagem e se vingando com V de vingança...
Não existe mais apologize, pedir desculpas e muito menos perdão. É difícil encontrar confiança... é fácil quebrar. É fácil enganar também, e maltratar e pisar. O difícil é se redimir! mas quem quer? NINGUÉM. Porque isso agora é sinônimo de humilhação.
Estou numa nostalgia absurda esses dias! Hoje assisti Cold Case e não sai da minha cabeça esse episódio. Mas sabe o que é? Voce convive com pessoas. Interage. Voce faz parte da vida dessas pessoas e elas da sua. Logo, voce é parte dessa pessoa e ela parte de voce. Assim, quando algo acontece a ela parte de voce se machuca e vice-versa.
Andam acontecendo coisas que eu nunca pensei acontecer, pelo menos comigo ou com quem anda comigo! Estou muito atordoada com esses acontecimentos, porque, é estranho sabe? Mais estranho ainda quando voce convive com pessoas que fizeram parte da sua vida um dia, e hoje não podem fazer mais devido à circunstâncias tolas do dia a dia.
As coisas mais simples da vida: Momentos.
O tempo passa: Momentos se transformam em lembranças, e essas lembranças se transformam em saudade...
E aí voce percebe que essas pequenas coisas, foram as mais importantes da sua vida.
Foram de coração.
...Tudo que vai deixa o gosto, deixa as fotos... deixa os medos, deixa a memória... quanto tempo faz? Eu nem me lembro mais!
Último ano do colégio. Primeiro ano na faculdade. Deixar pra trás algumas das melhores coisas e pessoas que já pude ter e conhecer. Encarar um novo começo.
Éééé... Tempos difíceis.
Amizades deveriam ser eternas e sem rachaduras ou rompimentos, não acha?
_______________________________________________________
Já viu que legal o meu novo calendário? >>>>>>
já viu já viu? HAHA
mudei tudo aqui. aquele ea velho! nem existia mais o design pra editar, era de 2008! hahahha
beijos pros jovens!
terça-feira, 2 de novembro de 2010
"Chove e não molha"
"Fica nesse chove e não molha!"
É... Tem gente que adora viver assim. Em cima do muro, machucando o coração dos outros...
Ou sim ou não, nada de mais ou menos!
Ou quente ou frio, nada de morno!
Ou 8 ou 80, nada mais no meio disso!
Tudo só se complica com pessoas estranhas duvidosas, que confundem nossa cabeça, nos passando coisas diferentes a cada momento... nossa, ASSIM VOCE ME MATA! dhsuaohsoahsa
mas é... coisas que NUNCA esperavamos fazer, sentir ou falar, um dia vêm. Pessoas que NUNCA esperávamos perder ou então passar a "dar mais importancia", se tornam surpreendentemente importantes no nosso coração... e aí acaba tudo! A pessoa PISA mesmo.
Dilma foi eleita... Claro, todos estavam entre a cruz e a espada, entre o diabo e Lúcifer (nossa que redundância). Dificil!!
mas não irei satirizar nada aqui, nada.
Só queria pedir para as pessoas do tipo "nem fode nem sai de cima", que PAREM com isso ou vão se F****R.
Halloween no sábado. Eu ia de Samara, de menina da familia Adams, depois de diaba, depois de slipknot... mas no fim resolvi: diaba!
...
comecei a me maquiar, no fim, deu alguma coisa meio vampira, mas, me chamaram de ESPANCADA. HDAUSODSAUODSA foi isso...
É... Tem gente que adora viver assim. Em cima do muro, machucando o coração dos outros...
Ou sim ou não, nada de mais ou menos!
Ou quente ou frio, nada de morno!
Ou 8 ou 80, nada mais no meio disso!
Tudo só se complica com pessoas estranhas duvidosas, que confundem nossa cabeça, nos passando coisas diferentes a cada momento... nossa, ASSIM VOCE ME MATA! dhsuaohsoahsa
mas é... coisas que NUNCA esperavamos fazer, sentir ou falar, um dia vêm. Pessoas que NUNCA esperávamos perder ou então passar a "dar mais importancia", se tornam surpreendentemente importantes no nosso coração... e aí acaba tudo! A pessoa PISA mesmo.
Dilma foi eleita... Claro, todos estavam entre a cruz e a espada, entre o diabo e Lúcifer (nossa que redundância). Dificil!!
mas não irei satirizar nada aqui, nada.
Só queria pedir para as pessoas do tipo "nem fode nem sai de cima", que PAREM com isso ou vão se F****R.
Halloween no sábado. Eu ia de Samara, de menina da familia Adams, depois de diaba, depois de slipknot... mas no fim resolvi: diaba!
...
comecei a me maquiar, no fim, deu alguma coisa meio vampira, mas, me chamaram de ESPANCADA. HDAUSODSAUODSA foi isso...
domingo, 10 de outubro de 2010
3:49 am

São 3:49 am, desta manhã de segunda feira, dia 11/10/2010.
Bom, a verdade é que tive essa ideia súbita e idiota aqui agora, por falta de sono descarada (porque os olhos já estão ardendo), e por estar ouvindo lindamente a minha diva, Katy Perry.
Bom, não sei o que falar aqui... Sabe, a duas horas atrás, a minha mãe me mandou dormir.
A três horas e trinta minutos atrás, mais ou menos, eu estava assistindo "Plataforma do Mal"; ou seja, perdendo uma hora e pouco da minha vida... Porque, além de ser um filme idiota, acaba que você vê que não tem fundamento e nem coerência nos fatos. É o tipinho de filme que todo mundo morre e sempre fica um(a) imbecil fodido no final. (sendo que o filme sempre acaba numa hora inesperada, e você ainda toma um susto com a musiquinha escrota que eles colocam assim que começa a mostrar os créditos; uma música bem agitada, é sempre assim).
Hoje fui fazer compras *-* (legal né?)
Comprei um mouse rosa, duas caixas de som rosa, um cd da Banda Eva e dois livros do Sidney Sheldon. Ah! e também comprei uma trufa com recheio de chocolate de licor e um pirulito de chocolate em forma de estrelinha, da Cacau Show (HEHE 8D).
Agora vou tentar comprar um note rosa, colocar uma cortina rosa no meu quarto e só andar de rosa...
Mudei o meu wallpaper: Agora é a Katy Perry.
E mudei o visual do pc também, agora ele é vista.
Ah! Mudei a cor do meu msn também, ele é rosa agora.
Apaguei dois albuns do orkut e criei dois novos com quase nenhuma foto.
Mudei o avatar do twitter (de novo).
Sabe o que tem na mesa do meu computador agora??
bommmm:
- Um troféu da Noite do Oscar do colégio (Melhor Documentário)
- Um canguru australiano (é de pelúcia e é da Austrália MESMO)
- Uma moeda de 50 centavos
- Um fone de ouvido
- Duas caixas de som
- Um mousepad que também é porta-retrato (siiim, tem uma foto dentro dele)
- Um mouse e um monitor
- Um cd
- As provas da gincana de química
- Meu CPF
- Um folder na UNEB
- Meu boletim escolar
- Um saquinho de clipes
Outros compartimentos da mesa:
- Uma caixa com o desenho da bandeira da inglaterra CHEIA de cds
- Vários cds
- Dois HDs velhos
- Um calendário da instituição Khalil Gibran
- Um porta cds da Casa Mágica
- Um dvd do filme Crepúsculo
- Um texto de dança do ventre
- O telefone de vó Neusa
Amores, até EU me enjoei dessa porcaria de texto inútil que fiz aqui hoje
HAUHAUAHUHA
xinguei hoje e falei palavra feia não foi?!
é o horário, será que estou delirando?? Será que estou postando no blog mesmo ou estou sonhando?? =O
É. Agora são 4:05 da manhã.
Hoje a noite eu falo realmente o que eu queria falar mais sério hoje cedo.
(sobre 10/10/10 - só pra não esquecer depois, pq eu costumo esquecer as coisas que quero postar.)
beijos!
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Destino
"O meu destino, sou eu que faço."
A verdade é que, se fosse você que fizesse o seu destino, as coisas inesperadas não estariam no ar fazendo você se surpreender a cada dia mais com toda essa vida, e com todas as pessoas que você já pôde conhecer, e todas as coisas que já pôde aprender.
Tudo, realmente, acontece no "agora". Tudo que você faz agora, será válido amanhã... até mesmo daqui a uma hora, um minuto, um segundo!
É bom saber que temos controle das nossas ações, como também é bom estar ciente de que não somos capazes de controlar todas elas. Não escolhemos a nossa família, e nem quem amamos, e nem como vivemos. Apenas nascemos, crescemos e aprendemos o que nos ensinam; cativamos naturalmente o que nos faz bem, e levamos para o resto da vida.
Tem gente que "come" sofrimento. Come? É. Come.
Tem gente que PEDE pra sofrer, PEDE pra ser burro! Se alguém não te quer, pra que ficar atrás da pessoa, perder certo tempo da sua vida apenas a esperá-la? É, meu amigo. Isso é AMOR.
Tem gente que briga com os parentes, com os pais, com os irmãos... mas no outro dia já está tudo maravilhoso! É, meu amigo. Isso é AMOR.
Tem gente que briga com os amigos, por besteira, mas sente falta e sofre por dentro... e uma hora não aguenta e faz as pazes. É, meu amigo. Isso é AMOR.
Tem gente que "come" sofrimento. Come? Não, falei errado.
O que eu quis dizer foi que tem gente que ama, que ainda tem amor no coração, e lembra que é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã... porque se você parar pra pensar, na verdade não há!
Tem gente que pisa nos outros, que humilha, que se acha o dono do próprio destino; esquecendo que está vivendo em sociedade, e que na verdade tudo é uma cadeia, um maquinismo de um relógio, onde um precisa do outro para que os ponteiros se movam.
Você não é dono do SEU destino. NÓS somos donos do NOSSO destino, todos juntos.
Tem gente que reclama da vida o tempo todo. Mas a lei da vida, é quem dita o fim do jogo...
E a gente se pergunta por que a vida é assim...
É difícil pra você e é difícil pra mim.
A verdade é que, se fosse você que fizesse o seu destino, as coisas inesperadas não estariam no ar fazendo você se surpreender a cada dia mais com toda essa vida, e com todas as pessoas que você já pôde conhecer, e todas as coisas que já pôde aprender.
Tudo, realmente, acontece no "agora". Tudo que você faz agora, será válido amanhã... até mesmo daqui a uma hora, um minuto, um segundo!
É bom saber que temos controle das nossas ações, como também é bom estar ciente de que não somos capazes de controlar todas elas. Não escolhemos a nossa família, e nem quem amamos, e nem como vivemos. Apenas nascemos, crescemos e aprendemos o que nos ensinam; cativamos naturalmente o que nos faz bem, e levamos para o resto da vida.
Tem gente que "come" sofrimento. Come? É. Come.
Tem gente que PEDE pra sofrer, PEDE pra ser burro! Se alguém não te quer, pra que ficar atrás da pessoa, perder certo tempo da sua vida apenas a esperá-la? É, meu amigo. Isso é AMOR.
Tem gente que briga com os parentes, com os pais, com os irmãos... mas no outro dia já está tudo maravilhoso! É, meu amigo. Isso é AMOR.
Tem gente que briga com os amigos, por besteira, mas sente falta e sofre por dentro... e uma hora não aguenta e faz as pazes. É, meu amigo. Isso é AMOR.
Tem gente que "come" sofrimento. Come? Não, falei errado.
O que eu quis dizer foi que tem gente que ama, que ainda tem amor no coração, e lembra que é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã... porque se você parar pra pensar, na verdade não há!
Tem gente que pisa nos outros, que humilha, que se acha o dono do próprio destino; esquecendo que está vivendo em sociedade, e que na verdade tudo é uma cadeia, um maquinismo de um relógio, onde um precisa do outro para que os ponteiros se movam.
Você não é dono do SEU destino. NÓS somos donos do NOSSO destino, todos juntos.
Tem gente que reclama da vida o tempo todo. Mas a lei da vida, é quem dita o fim do jogo...
E a gente se pergunta por que a vida é assim...
É difícil pra você e é difícil pra mim.
Assinar:
Postagens (Atom)