quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Jazz on Mars

Um fim de tarde com jazz e literatura era tudo o que eu precisava.
É, a solidão tem seus doces, apesar do sólido amargo. Sozinhos viemos ao mundo, e caminhamos, e vivemos e inventamos. Até que encontramos alguém e refazemos nossos caminhos, revivemos, reinventamos. É, as boas companhias são compostas de doces, porém os amargos sempre aparecem para nos saudar...
É, um jazz ao vivo e um bom livro era tudo o que eu precisava aquela tarde: doces companhias sem nem uma pitada sequer de amargo.

É... um café, por favor?

•••

(justificando o título: "jazz on MARS", "Mars". Eu estava tão em outro mundo naquele momento que me considerei fora deste. Dizer que eu estava em Marte é o mesmo que dizer que eu estava em outro mundo, né não?)

Minha cara de explicação.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Pela janela do meu quarto

Chuva e luz laranja de fim do dia, melancolia, blues. Tudo de novo.
O passageiro sombrio nunca se vai, vale lembrar que ele também nunca foi convidado. Ele simplesmente... está.
Fuga, anseio de calmaria, anseio de fuga, vontade de café, vontade de fugir, vontade do que "não pode". Algo que puxa, que suga a energia pra si e te deixa sem nada (de bom).
Me livrar de sentimentos que são reflexo de coisas passadas é o que mais quero, porque acredito que é assim que vou encontrar paz.
Na verdade, é a única explicação que tenho pra falta de paz...
A gente fala tanto, tanto... mas no fim das contas não sabe explicar nada. Porque a gente não sabe nada.

...
Quando o vento bate forte dá pra ouvir o som dos restos de bandeirolas que se encontram no alto da rua, e quando chove não dá pra saber se é só o barulho da chuva ou se é das bandeirolas, ou da chuva e das bandeirolas.
Essa é realmente a janela do meu quarto, se é válido ressaltar.
Eu tirei a foto as 17:06 desta tarde...

...
Uma vez me disseram que não entendem exatamente o que escrevo.
Bom, as coisas que eu escrevo vem de dentro, são mais pra serem sentidas do que lidas...
Quem se identifica entende, quem me conhece também entende.
Achei cabível explicar minhas palavras pelo menos uma vez.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Uma Tarde Na Sacada


Naquela sacada do terceiro andar, onde eu era obrigada a encarar o lugar em que nos vimos pela primeira vez, ou melhor, pela segunda, já que nos encaramos anteriormente em meio a umas luzes aleatórias, a minha única companhia era uma colher. Uma colher branca de plástico, provinda de um sorvete qualquer, a qual eu passei a tarde inteira brincando.
Havia um guardanapo também, mas o vento levou.
As músicas que estavam me acompanhando no fone de ouvido faziam com que lágrimas e mais lágrimas saíssem dos meus olhos para conhecer o mundo, e secarem, e se esvaírem; assim como alguns amores, tristes amores.

•••

No fim das contas eu parti a colher. A deixei em pedaços, em pedacinhos... assim como estava meu coração.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Ethos -de mim

Porque você só percebe o quanto foi idiota depois que sente falta do que jogou no vento.
Uma lágrima que cai leva junto consigo um universo de sentimentos, leva muita graça, te deixa sem.
Um abraço, uma palavra, uma preocupação, uma dedicação. -outrém
Nada, nada, nada, nada. -eu

Vamos começar a andar pra frente, vamos enterrar os medos, porque acho que já foram o suficiente pra encorajar.
Vamos deixar que a gota de chuva presa na fiação do poste molhe nossas cabeças, vamos deixar que o vento bagunce o cabelo pra valer, vamos chutar o ar quando estivermos com raiva, vamos ser simples. Vamos ser cuidadosos. Vamos ter essência, vamos ser nós.
Vamos?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Steps

Acho que as faíscas estão escondidas sob pressão nos fogos de artifício da mente em clímax, acho que a escada que leva a esse ápice está quebrada. No entanto, ainda há escada. Talvez eu tenha que (re)construir o que foi destruído. Talvez eu deva mudar de caminho, mudar de escada. Talvez eu deva terminar de quebrar a escada. Talvez o que eu devo realmente fazer é chutar o pau da barraca e construir um castelo. Ou... ou deixar que ele se construa.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Sininho

A espreita, a espera nada esperta das estrelas pequeninas, artificiais, especiais, colossais! (o importante é que brilhem);
Supernova, todos ávidos, sorriso infindável... os 3 itens estão em falta, mas o pedido já a tempo foi feito;
Tentativas fracassadas de se livrar da melancolia na noite fria sem até mesmo nostalgia;
Rimar tem sido o malfeito feito;
Só de imaginar sininhos, pianinhos e musiquinhas torna tudo tão meigo que até parece que é, mas não.
Falta tanto, sobra tanta falta...
Falta a vista do mar, a tarde de conversa jogada fora, as coisas em comum, a paz interior, a companhia pra contar quantas folhas caíram ao chão essa tarde, o sentido pra ver beleza até na gotinha de chuva.

Faltam os motivos pra que os sininhos dêem suas primeiras badaladas.
Eles estão a espera.
Mas falta o motivo.

Juro solenemente que não tenho feito nada (de bom).
Malfeitos feitos.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Poeminha

Faz da vida um carnaval, um bacanal, um baixo-astral.
Tudo que fez e não fez foi para o lixo, resquício, sumiço.
Desprezou até as amoras, caiu fora, foi embora.
Não percebeu no outro a alegria, a alforria, o motivo porque sorria.
E assim partiu. Partiu o meu coração, me deu uma conclusão: foi tudo em vão.
E se alguém pára e repara, ampara.
E se não repara, diz que é dor de amor, diz que é falta de amor, diz que é presença de dor.
E se tanto faz, nem a sua graça aqui traz, aí meu pensamento se desfaz.
Posso ver o brilho de alguém muito rápido; sei, cansei, não sei.
As vezes sou vazia de mim, assim... sim.

As vezes sou, as vezes estou, as vezes... não.