quinta-feira, 21 de junho de 2012
Steps
Acho que as faíscas estão escondidas sob pressão nos fogos de artifício da mente em clímax, acho que a escada que leva a esse ápice está quebrada. No entanto, ainda há escada. Talvez eu tenha que (re)construir o que foi destruído. Talvez eu deva mudar de caminho, mudar de escada. Talvez eu deva terminar de quebrar a escada. Talvez o que eu devo realmente fazer é chutar o pau da barraca e construir um castelo. Ou... ou deixar que ele se construa.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Sininho
A espreita, a espera nada esperta das estrelas pequeninas, artificiais, especiais, colossais! (o importante é que brilhem);
Supernova, todos ávidos, sorriso infindável... os 3 itens estão em falta, mas o pedido já a tempo foi feito;
Tentativas fracassadas de se livrar da melancolia na noite fria sem até mesmo nostalgia;
Rimar tem sido o malfeito feito;
Só de imaginar sininhos, pianinhos e musiquinhas torna tudo tão meigo que até parece que é, mas não.
Falta tanto, sobra tanta falta...
Falta a vista do mar, a tarde de conversa jogada fora, as coisas em comum, a paz interior, a companhia pra contar quantas folhas caíram ao chão essa tarde, o sentido pra ver beleza até na gotinha de chuva.
Faltam os motivos pra que os sininhos dêem suas primeiras badaladas.
Eles estão a espera.
Mas falta o motivo.
Juro solenemente que não tenho feito nada (de bom).
Malfeitos feitos.
Supernova, todos ávidos, sorriso infindável... os 3 itens estão em falta, mas o pedido já a tempo foi feito;
Tentativas fracassadas de se livrar da melancolia na noite fria sem até mesmo nostalgia;
Rimar tem sido o malfeito feito;
Só de imaginar sininhos, pianinhos e musiquinhas torna tudo tão meigo que até parece que é, mas não.
Falta tanto, sobra tanta falta...
Falta a vista do mar, a tarde de conversa jogada fora, as coisas em comum, a paz interior, a companhia pra contar quantas folhas caíram ao chão essa tarde, o sentido pra ver beleza até na gotinha de chuva.
Faltam os motivos pra que os sininhos dêem suas primeiras badaladas.
Eles estão a espera.
Mas falta o motivo.
Juro solenemente que não tenho feito nada (de bom).
Malfeitos feitos.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Poeminha
Faz da vida um carnaval, um bacanal, um baixo-astral.
Tudo que fez e não fez foi para o lixo, resquício, sumiço.
Desprezou até as amoras, caiu fora, foi embora.
Não percebeu no outro a alegria, a alforria, o motivo porque sorria.
E assim partiu. Partiu o meu coração, me deu uma conclusão: foi tudo em vão.
E se alguém pára e repara, ampara.
E se não repara, diz que é dor de amor, diz que é falta de amor, diz que é presença de dor.
E se tanto faz, nem a sua graça aqui traz, aí meu pensamento se desfaz.
Posso ver o brilho de alguém muito rápido; sei, cansei, não sei.
As vezes sou vazia de mim, assim... sim.
As vezes sou, as vezes estou, as vezes... não.
Tudo que fez e não fez foi para o lixo, resquício, sumiço.
Desprezou até as amoras, caiu fora, foi embora.
Não percebeu no outro a alegria, a alforria, o motivo porque sorria.
E assim partiu. Partiu o meu coração, me deu uma conclusão: foi tudo em vão.
E se alguém pára e repara, ampara.
E se não repara, diz que é dor de amor, diz que é falta de amor, diz que é presença de dor.
E se tanto faz, nem a sua graça aqui traz, aí meu pensamento se desfaz.
Posso ver o brilho de alguém muito rápido; sei, cansei, não sei.
As vezes sou vazia de mim, assim... sim.
As vezes sou, as vezes estou, as vezes... não.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Estação das Flores
Hoje acordei e não acordei.
Só senti que acordei no momento em que um choque perpassou o meu corpo. Por uns breves segundos senti uma onda transpassando em mim... talvez seja reflexo das minhas reflexões noturnas nada convidativas.
Só senti que acordei no momento em que um choque perpassou o meu corpo. Por uns breves segundos senti uma onda transpassando em mim... talvez seja reflexo das minhas reflexões noturnas nada convidativas.
Pode ter sido a realidade batendo à porta, avisando pra eu sair da margem e enfrentar o dia, que é mais importante do que minhas conclusões obscuras sobre algumas coisas.
Isso são coisas que eclodem no inverno.
•••
Eu prefiro a estação das flores.
Temos menos tempo pra chorar por passar a maior parte dele admirando a beleza dos dias e das violetas.
Isso são coisas que eclodem no inverno.
•••
Eu prefiro a estação das flores.
Temos menos tempo pra chorar por passar a maior parte dele admirando a beleza dos dias e das violetas.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Cosmos

Como se houvesse uma cachoeira de pedras criada por mim mesma.
Como se o vento fosse o único capaz de entender os meus segredos...
Como se não houvesse mais nada de colorido em meio as cinzas.
Como se coisas sem valor ocupassem momentaneamente as lacunas constantemente livres e isoladas no espaço.
Provavelmente ocupo um lugar em outro cosmo. Vai ver nem ocupo um lugar em cosmo algum.
Vai ver ainda não encontrei um.
domingo, 6 de maio de 2012
Jornal
Para ler, escute: http://www.youtube.com/watch?v=R7c1P-NPOpM.
Acorda de manhã e vai pra varanda tomar um café sob o sol gostoso matinal. Fica a pensar sobre a vida ao som dos Strokes e AC/DC; Scambo também.
Dia desses, assistiu um filme do Almodóvar enquanto saboreava um vinho seco.
Alguns pequenos extremos (paradoxo, rs) da solidão.
Algumas coisas que parecem notas aleatórias de um jornal envelhecido. Coisas que não importam à muita gente; importam apenas à quem se identifica com a nota. Importam apenas a quem vive esses pequenos extremos.
Agora imagine alguém lendo esse jornal. Alguém, de manhã, de pantufas e um cigarro, cabelo desgrenhado, cara de muito sono, expressão de... de além.
E assim é...
Acorda de manhã e vai pra varanda tomar um café sob o sol gostoso matinal. Fica a pensar sobre a vida ao som dos Strokes e AC/DC; Scambo também.
Dia desses, assistiu um filme do Almodóvar enquanto saboreava um vinho seco.
Alguns pequenos extremos (paradoxo, rs) da solidão.
Algumas coisas que parecem notas aleatórias de um jornal envelhecido. Coisas que não importam à muita gente; importam apenas à quem se identifica com a nota. Importam apenas a quem vive esses pequenos extremos.
Agora imagine alguém lendo esse jornal. Alguém, de manhã, de pantufas e um cigarro, cabelo desgrenhado, cara de muito sono, expressão de... de além.
E assim é...
terça-feira, 17 de abril de 2012
No Barco dos Fatos
Acho que vou pro Norte virar pescadora.

Sei lá né... vai que a minha rede de repente faz um desenho de mapa da felicidade e me mostra onde eu tenho que ir.
São tantas coisas que tenho pra falar, que eu acabo não falando por achar tão loucas.
"...A vida ficou por ali me olhando por trás"
"...A vida ficou por ali me olhando por trás"
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